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Concurso

Crise não afeta concursos estaduais e municipais

O anúncio do ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, de que não serão promovidos concursos públicos federais até 2017, causou frustração entre os que pretendem conquistar uma vaga na carreira pública. Entretanto, a informação vem sendo mal compreendida e, por isto, é necessário que se façam alguns esclarecimentos. Os concursos vão, sim, continuar saindo. A suspensão anunciada atinge apenas alguns concursos de nível nacional, ou seja, a grande maioria dos órgãos públicos não está impedida de fazê-los.

Excelentes oportunidades já estão previstas para este ano e os concurseiros não devem desanimar, afinal, quem perder o foco neste momento corre o risco de não aproveitá-las. Confira:

Concursos estaduais e municipais

Os concursos promovidos por órgãos estaduais e municipais, como, por exemplo, os dos Tribunais de Justiça, da Polícia Militar, Guarda Municipal, câmaras municipais, governos de estado, prefeituras e suas secretarias não serão impactados pela medida. Como o Ministro Dyogo Oliveira deixou claro durante a entrevista, a restrição aplica-se apenas aos concursos da esfera federal.

Concursos federais

Mesmo na esfera federal muitos concursos não serão atingidos pela medida anunciada, como é o caso das estatais, entre elas o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os Correios. Também não são afetados os concursos dos poderes Judiciário e Legislativo federais, bem como os do poder Executivo que já estão autorizados.

Opinião de um especialista

Conforme publicação do jornal Folha Dirigida, Mauro Lasmar, especialista em concursos há 25 anos, afirma. “Historicamente, sempre que o orçamento do Governo Federal aperta um pouco, surge logo a notícia de que os concursos serão suspensos. A notícia é veiculada assim, genericamente, pela imprensa não especializada. Isso induz centenas de milhares de cidadãos a não se prepararem para seleções públicas. Elas, entretanto, continuam sendo realizadas e esses cidadãos, que acreditaram no que leram naquele primeiro momento, acabam sendo penalizados”.

Lasmar acrescenta que “são cinco mil municípios, 27 estados, autarquias, empresas públicas, empresas de economia mista, Poder Judiciário e Legislativo com orçamento próprio que, mesmo quando o governo suspende eventualmente seus concursos para o Poder Executivo, continuam sendo realizados. Isto porque os certames não são feitos quando há sobra de caixa, mas sim quando não há mais jeito, quando a máquina pública está ‘estrangulada’ por falta de pessoal. Diversos setores têm enorme carência, que são agravadas pelas aposentadorias anuais que passam de 30 mil só no Governo Federal”, enumera.

Comprovando, Mauro Lasmar elenca os fatos aos números:

  • Dezembro de 2007 – A CPMF cai e o governo declara que os concursos serão suspensos. Resultado: em 2008 houve dezenas de milhares de vagas para mais de oito mil cargos diferentes cujas provas foram realizadas em 2008;
  • Março de 2011 – O Governo Federal anuncia novamente a suspensão dos concursos. Resultado: em 2011 e 2012 houve centenas de milhares de vagas para mais de 27 mil cargos diferentes (12 mil em 2011 e 15 mil em 2012), e foram aplicadas 27 mil provas para diferentes cargos em 2011 e 2012;
  • Final de 2015 – O governo Dilma anuncia a suspensão dos concursos para 2016. Porém, houve seleções para preenchimento de dezenas de milhares de vagas para dez mil cargos diferentes. Foram realizadas mais de dez mil exames. E só estamos no meio do ano.

 


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