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Estratégias pra lembrar o que foi estudado

Você sabe o motivo pelo qual lembramos de algumas informações quando precisamos e não lembramos de outras? A resposta para esta pergunta pode nos proporcionar uma grande contribuição para o êxito nos concursos públicos.

É bem verdade que se trata de um tema razoavelmente complexo e que daria algumas teses de mestrado e dissertações de doutorado em neurociências, psicopedagogia, psicologia cognitiva e outros campos do saber aplicados à aprendizagem. Mas logicamente que não é esta a pretensão do texto, que tem por objetivo tão somente dar algumas dicas que possam ajudar nas provas de concursos públicos.

Assim, a principal dica é trabalhar com uma ideia que chamei de Liga Cognitiva. Mas o que é isto e como aplicar para nos ajudar?

Primeiramente, tente lembrar agora de um conceito ou informação qualquer, seja de que matéria for. Por exemplo, os prazos prescricionais para as sanções previstas na Lei 8.112/1990, as competências legislativas privativas da União, previstas no art. 22 da Constituição Federal, ou algum outro conceito que lhe vem à mente.

Agora pense na situação na qual você teve o primeiro contato com esta informação. Foi durante o estudo por meio de algum livro? Neste caso, quando ocorreu e qual era o autor? Em que local você estava? Em qual parte do livro este conceito foi trabalhado? Foi em alguma aula? Tendo sido na aula, de qual professor e em qual curso?

Quando você faz este exercício mental, está tentando mobilizar os mecanismos cognitivos relacionados às associações.

Dessa maneira, se recordando do conceito, tente fazer este mesmo exercício de recordação do contexto no qual a informação foi originalmente apropriada. Ou mesmo de uma situação não original na qual você teve contato com o conceito.

Esta é uma forma de trabalhar a liga associativa-cognitiva, utilizando a situação na qual se teve o contato intelectual com a informação.

Você também pode usar outras estratégias parecidas. Por exemplo, imaginando uma situação hipotética, ou associando uma situação real que possa ser relacionada ao conceito. Imagine que um candidato a um cargo eletivo nestas eleições, como o de Prefeito, afirme na campanha eleitoral que, sendo eleito, vai propor um projeto para proibir a revista de bolsas das empregadas ao entrarem e saírem das empresas nas quais trabalham. Daí você associa esta ideia imaginária com a restrição do art. 22 da Constituição Federal, segundo a qual esta matéria faz parte da competência legislativa privativa da União, não cabendo aos municípios legislarem sobre o tema.

E o que está por trás disso? Existem vários fundamentos que podem ser invocados. Mas me limitarei à explicação piagetiana sobre o processo de aprendizagem. Para Jean Piaget, um dos pais da psicopedagogia, aprendemos por meio de um processo que se chamou de assimilação e acomodação. Na primeira etapa checamos o novo conhecimento com o que já temos. Na segunda etapa passamos a nos apropriar do novo, a partir da compreensão com base no conhecimento anterior.

Isto significa que não aprendemos nada do nada, e sim sempre a partir de algo que já temos. Esta noção nos leva à lógica associativa da memória e da aprendizagem. Ou seja, para aprendermos, vinculamos uma informação à outra.

Assim, também podemos trabalhar a liga cognitiva e associativa a partir da situação na qual estudamos e tivemos contato com a informação. Pense nisto e procure fazer o exercício e a reflexão proposta, de modo a avaliar como pode lhe ajudar.

*Rogerio Neiva é juiz do trabalho desde 2002. Além disso, é psicopedagogo e possui pós-graduação em administração financeira. Atua como professor de cursos preparatórios.

Fonte: Correio Web

 


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